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28 de fevereiro de 2024

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Seleção não se adapta a Diniz, que segue refém de nomes e não consegue implementar estilo

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Brasil perde para o Uruguai com nova atuação ruim e sem perspectiva de melhora em mais quatro jogos com o técnico interino

Quatro jogos e duas datas Fifa depois, o trabalho de Fernando Diniz na seleção brasileira chega até a metade com a sensação clara de que, em mais quatro partidas pelas Eliminatórias antes da possível chegada de Carlo Ancelotti, o treinador não conseguirá implementar de vez o seu estilo. Na inquestionável derrota para o Uruguai por 2 a 0, as qualidades ainda incipientes até apareceram, mas as fraquezas e dificuldades sobressaíram novamente, levando à primeira queda em um jogo de Eliminatórias em oito anos, ou 37 jogos. Mais do que o revés, fica a impressão de uma seleção em crise de identidade, que não se adaptou ao técnico, e que este segue refém de alguns nomes em detrimento de sua filosofia.

– As ideias estão sendo implementadas. Nenhum trabalho meu ocorre de forma linear. São momentos importantes pra gente aprender e melhorar. Os jogadores treinaram muito melhor do que conseguiram jogar. Houve uma falha grande na criação e o responsável principal é o treinador. Faltou mais criatividade e agressividade – analisou Diniz.

A expectativa de que a reunião de talentos facilitaria não só o entendimento, mas a execução do jogo mais funcional de Diniz, de toque de bola e intensidade, não se confirmou contra adversários mais exigentes. Contra o Uruguai, em Montevidéu, o Brasil teve problemas para sair de sua defesa e mais ainda para chegar ao ataque com condições de finalização. Uma correria aleatória e pouco pensada. Tudo piorou quando Neymar teve uma torção grave no joelho e saiu carregado de campo no fim do primeiro tempo, mas mesmo com o camisa 10 a seleção não finalizou a gol. Darwin Ñunez, pouco antes da lesão de Neymar, marcou para o Uruguai, e no segundo tempo De La Cruz ampliou. Provavelmente sem o seu principal jogador, o Brasil terá ainda a data Fifa de novembro, em jogos contra Colômbia e Argentina, para se recuperar. Hoje, a seleção tem sete pontos, na terceira posição, com Venezuela com os mesmos sete pontos. A Argentina lidera.

Após um início de erros técnicos nos passes, o Brasil conseguiu combinar as transições da defesa para o ataque. Nesse contexto, a participação de Rodrygo, Vini Jr e sobretudo de Gabriel Jesus agradou, mesmo sem brilho. Neymar, por outro lado, repetidas vezes recuou demais para ajudar no desafogo, diante de um Uruguai que pressionou bem a saída de bola e obrigou Ederson e os zagueiros a ficarem muito tempo com a redonda nos pés. Bruno Guimarães era quem deveria fazer a função, mas teve dificuldades. Casemiro também, e foi até adiantado, ficando sem função quando o time tinha a bola. Em resumo, faltou ao Brasil um meio-campo criativo. O que obrigou os atacantes a recuarem. Já que Diniz não mexeu no setor.

O escrete de Bielsa, por sua vez, foi compacto a todo momento e soube encontrar os momentos corretos para agredir o Brasil de forma aguda e bem vertical. Normalmente, acionando os avanços dos atacantes nas costas do lateral direito Yan Couto e do zagueiro Marquinhos, muito mal no jogo. Em uma dessas bolas, o defensor saiu sozinho, deu o combate sem interceptar o cruzamento, e ele chegou até a cabeça de Darwin Ñunez, que com categoria deslocou Ederson. Sem Neymar, Diniz optou por Richarlison no ataque e montou o time em um 424. Rodrygo acertou falta no travessão, e só. O Brasil terminou o jogo com Richarlison, Gabriel Jesus e Matheus Cunha no ataque.

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