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28 de fevereiro de 2024

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Combate ao trabalho escravo, segurança pública e sistema prisional serão prioridades do novo procurador-chefe do MPT empossado nesta quarta

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia realizou na noite desta quarta-feira (18) cerimônia de posse do novo procurador-chefe do órgão no estado, Maurício Ferreira Brito. Em conversa com o Bahia Notícias, no evento, o novo administrador do órgão ressaltou suas prioridades da sua gestão e detalhou os principais pontos que irão ser trabalhados ao longo do biênio.

“A prioridade na gestão é tentar trazer mais eficiência nos diversos aspectos, seja na nossa estrutura material, na correlação atuação e focar nos temas prioritários, como o combate ao trabalho escravo”, disse.

Além do trabalho escravo, outro ponto que será tratado como prioritário para o novo procurador-chefe são as questões envolvendo a segurança pública e o sistema prisional.

“A gente tem um trabalho contínuo forte para melhorar as condições de trabalho do pessoal da segurança pública e para dar oportunidade para os presos egressos do sistema carcerário. Então talvez sejam dois temas aí muito prioritários e relevantes para toda a sociedade e que mexe nos mais básicos direitos fundamentais para a gente persistir e insistir”, detalhou.

Sobre a garantia de fiscalização das ações realizadas, principalmente, para o combate ao trabalho escravo, visto que a Bahia lidera como primeiro estado do nordeste com o maior número de empregadores na lista suja do MPT, Maurício esclareceu que o dado mostra que o Ministério está indo para o caminho certo nas políticas de enfrentamento.

“Essa grande quantidade de empregadores na lista suja, mostra que existe a chaga, o problema do combate ao trabalho escravo, mas mostra que estamos no caminho certo na política de enfrentamento. A gente tem um grupo coeso, a gente quer aumentar e fortalecer esse grupo, ter mais fiscalizações, fazer um trabalho do pós-resgate e principalmente tentar usar ali a ferramentas de inteligências de tecnologia, estudo prévio para gente ir no local certo, otimizando os nossos recursos”, explicou.

Com a maioria dos trabalhadores envolvidos em casos de escravidão na Bahia sendo negros, Ferreira também garantiu que entre um dos pontos a serem debatidos no seu biênio será o racismo, que, segundo ele, é um dos assuntos mais importantes para o país na legislação.

“Eu acho que ela ganha uma importância adicional no estado da Bahia. A gente pretende priorizar, é um tema transversal que perpassa pelas diversas áreas de atuação do combate ao trabalho escravo até mesmo a fraudes na administração

 

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