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23 de fevereiro de 2024

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Bahia leva Nordestão depois de 15 anos

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Miolo de zaga seguro, volantes com imposição, mobilidade do quarteto ofensivo. Da defesa ao ataque, o Bahia mostrou muita eficiência, além de maturidade impressionante, para dominar amplamente o Sport e conquistar o tricampeonato da Copa do Nordeste na Arena Fonte Nova. Não fossem as bolas alçadas à área a partir de cobranças de faltas, um lance ou outro isolado, a equipe pernambucana não teria dado qualquer trabalho, tamanha era a superioridade tricolor.

Em ótima fase, Régis, Allione, Zé Rafael e Edigar Junio mostram maior entrosamento a cada jogo, abrindo e ocupando espaços, infiltrando e quebrando as linhas adversárias. A ausência de Hernane, um dos líderes do elenco, foi capitalizada de maneira exemplar pelo técnico Guto Ferreira, que em nenhum momento desde a lesão do Brocador pensou em utilizar Gustavo, abrindo mão de utilizar um centroavante de área.

O gol que inaugurou o placar é um retrato da maturidade adquirida pela equipe de Guto Ferreira. Bola que sai da direita para a esquerda e para nos pés de Armero. Jogando no campo ofensivo, mais por dentro, ele arrisca o passe em profundidade que quebra a defesa do Leão da Ilha. Quando Edigar Junio domina, Régis se projeta e leva consigo e prende a atenção dos marcadores. Inteligente, Edigar gira para o outro lado e usa força e habilidade para balançar as redes.

A expulsão de Rogério só fez aumentar a superioridade tricolor, que passou a trocar passes com tranquilidade, de pé em pé, desde o campo de defesa, muitas vezes sem ser pressionado.

O Bahia poderia ter feito uma partida beirando à perfeição não fosse a falta de precisão na hora de mandar a bola para a rede. Melhor nas duas etapas, a equipe empilhou chances e deixou o seu torcedor apreensivo. É recente a lembrança do primeiro Ba-Vi da final do Baianão, quando o Tricolor foi amplamente superior, não matou o jogo e saiu de campo com um empate. No jogo da volta, viu o título ficar com o maior rival.

Conversando com jornalistas após a conquista, ainda antes da entrevista coletiva, Guto Ferreira justificou a imperícia dos seus jogadores pela ansiedade do grupo, pouco acostumado a decisões como essa. Acontece. Erra-se o último passe, a decisão que parece acertada, na verdade, é precipitada. Pesou também, mais para o fim do jogo, o cansaço. Os homens de frente ao Bahia já não tinham mais pernas para decidir.

Só nos minutos finais o Sport assustou o Bahia, naquele momento do abafa, do bom e velho “tudo ou nada”. Mas, convenhamos, seria injusto a “orelhuda” sair de Salvador.

Globo Esporte

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