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26 de fevereiro de 2024

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Aldeia Pataxó – RENASCER – HÃHÃHÃE – Alcobaça – BA

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Franedir Gois/OPovonews

Nossa reportagem esteve na Aldeia Renascer, tribo Pataxó, município de Alcobaça para um bate papo saudável com a cacica Tainá Rodrigues, uma jovem que se dedica noite e dia pelo bem comum de sua comunidade. Segundo Tainá, a aldeia é composta de 80 famílias que lutam a cada dia para sobreviver em meio a monocultura do eucalipto que está ao redor. Falta saúde digna, escola apropriada, sobretudo, uma escola que ensine seu dialeto, seus costumes e sua tradição. A religiosidade é baseada no sincretismo, envolvendo e dando liberdade a todas as etnias religiosas que desejarem. O cultivo da agricultura e um pouco das políticas públicas ajudam na sobrevivência.

As línguas das várias etnias compreendidas sob o etnônimo Pataxó Hãhãhãe não estão mais operativas, salvo por vocábulos lexicais. Até 1911, as línguas pataxó e kamakã estavam, seguramente, em plena vigência, o que significa que o violento contato a que os índios foram compelidos, através do SPI (Serviço de Proteção aos Índios), causou-lhes terrível impacto, atingindo também as línguas nativas.

Em sua totalidade, os índios conhecidos sob o etnônimo englobante Pataxó Hãhãhãe abarcam, hoje, as etnias Baenã, Pataxó Hãhãhãe, Kamakã, Tupinambá, Kariri-Sapuyá e Gueren. Habitantes da região sul da Bahia, o histórico do contato desses grupos com os não-indígenas se caracterizou por expropriações, deslocamentos forçados, transmissão de doenças e assassinatos. A terra que lhes foi reservada pelo Estado em 1926 foi invadida e em grande parte convertida em fazendas particulares. Apenas a partir da década de 1980 teve início um lento e tortuoso processo de retomada dessas terras, cujo desfecho parece ainda longe, permanecendo a Reserva sub-judice.

Um pouco de história dos ancestrais

Por volta de 1920, na Bahia, os Índios Pataxós hã hã hãe e os Baenãs viviam tradicionalmente, nas grandes florestas entre os rios Cachoeira, rio Pardo, Gongogi e outros. Esses índios eram nômades, coletavam frutos e se sustentavam das florestas em que viviam, nessa região, entre: Pau Brasil (antiga Santa Rosa), Camacã, Itaju do Colônia, Palmares, Vitória da Conquista e outras regiões.

Em 1926, foi reservado aos índios pataxós hã hã hãe, uma área nomeada de Reserva Indígena Caramuru, criada pelo SPI (Serviço de Proteção ao Índio), no estado da Bahia. Os índios das demais aldeias também ficaram nessa reserva, desde então começaram a habitar nesta área diversas etnias.

A cultura indígena dos pataxós hã hã hãe é conhecida por trazer uma linguagem nativa: suas crenças, danças, culinária, produção artesanal e suas lutas pela sobrevivência, bem como representadas em suas pinturas.

Hoje em dia, os índios pataxós hã hã hãe têm acesso às cidades, mas anteriormente, nas épocas de retomadas e quando não tinham livre acesso aos mercados das cidades, os indígenas sobreviviam de caça, pesca, frutos e produziam farinha de mandioca, cultivavam feijões até conseguirem se deslocarem da aldeia para as cidades sem o perigo de serem mortos. Depois disso, a caça e a pesca ficaram ligados à cultura indígena não somente dos hã hã hãe, mas também de índios de outras etnias.

Veja os demais vídeos sobre a aldeia:

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